A Polícia Judiciária (PJ) deteve três homens, com idades entre os 30 e os 40 anos, fortemente indiciados pela prática de crimes de branqueamento e fraude fiscal, numa investigação relacionada com um esquema de “CEO Fraud”. Em causa está ainda a utilização de faturação falsa no valor global de 1,3 milhões de euros, que terá provocado ao Estado um prejuízo superior a 250 mil euros.
A operação foi realizada esta sexta-feira pela Diretoria do Norte da PJ, no âmbito de um inquérito dirigido pelo DIAP do Porto.
A investigação começou por se concentrar na utilização de contas bancárias pertencentes a três sociedades comerciais, alegadamente usadas para dissimular, fazer circular e posteriormente disponibilizar vantagens patrimoniais provenientes de um esquema de “CEO Fraud”.
Neste tipo de fraude, os autores fazem-se passar, normalmente através de comunicações eletrónicas, por responsáveis ou dirigentes de uma empresa, levando trabalhadores ou outras entidades a realizar transferências bancárias para contas controladas pelos criminosos.
No caso agora investigado pela PJ portuguesa, a vítima foi uma sociedade sediada na Nova Zelândia. O esquema terá permitido obter vantagens patrimoniais superiores a 150 mil euros.
Segundo a Polícia Judiciária, o dinheiro foi transferido para diversas contas bancárias tituladas ou controladas por terceiros, sendo posteriormente sujeito a sucessivas movimentações e dispersões. Uma parte substancial dos valores terá acabado na disponibilidade dos gerentes das sociedades envolvidas na investigação, que se encontram agora detidos.
O aprofundamento das diligências levou os investigadores a detetarem outros factos suscetíveis de constituírem crimes de fraude fiscal.
A PJ apurou que uma das sociedades investigadas terá recorrido a faturação falsa no valor global de 1,3 milhões de euros, com o objetivo de criar indevidamente o direito à dedução de IVA.
A utilização dessas faturas terá permitido à empresa obter vantagens fiscais ilegítimas através da dedução de imposto que não era efetivamente devido. O prejuízo causado ao Estado português é estimado em mais de 250 mil euros.
Os três detidos são cidadãos estrangeiros, com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos.
Os suspeitos vão ser presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório e aplicação das respetivas medidas de coação.
