Prisão preventiva para quatro arguidos em rede que furtava cobre das telecomunicações. GNR apreende ouro, droga, armas e 940 quilos de cobre


Quatro homens ficaram em prisão preventiva na sequência de uma operação da Guarda Nacional Republicana (GNR) que desmantelou um grupo suspeito de se dedicar ao furto sistemático de cabo de cobre da rede aérea de telecomunicações. A investigação, conduzida pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Gouveia, decorria há cerca de um ano e meio e culminou, no dia 5 de agosto, com a detenção de seis homens e uma mulher, com idades entre os 26 e os 55 anos.

A operação decorreu nos concelhos de Gouveia, Mangualde, Viseu e Aveiro, onde os militares da GNR cumpriram seis mandados de detenção fora de flagrante delito, efetuaram uma detenção em flagrante e realizaram 23 buscas, das quais 10 domiciliárias e 13 não domiciliárias, em veículos e armazéns.

Segundo a GNR, os suspeitos dedicavam-se de forma reiterada ao furto de cabo de cobre pertencente à infraestrutura da rede aérea de telecomunicações, atividade criminosa que terá gerado um lucro superior a 80 mil euros.

Durante a operação foram apreendidos 940 quilogramas de fio de cobre, sete veículos, seis mil euros em numerário, diversas peças em ouro avaliadas em cerca de 49 mil euros e 103 artigos de roupa contrafeita, com um valor estimado de dois mil euros.

As autoridades apreenderam ainda uma caçadeira de canos serrados, uma carabina, três catanas, munições de diversos calibres, 21 doses de cocaína, várias cisalhas, rebarbadoras e varas telescópicas utilizadas na prática dos furtos, bem como documentação relacionada com a comercialização do cobre furtado.

Os seis detidos presentes ao Tribunal Judicial de Gouveia viram aplicadas diferentes medidas de coação. Quatro dos arguidos ficaram sujeitos à medida mais gravosa, a prisão preventiva. Aos restantes três arguidos foram impostas as medidas de termo de identidade e residência e a proibição de contactos, por qualquer meio, com os restantes arguidos e testemunhas do processo.

No âmbito da investigação foram ainda constituídos arguidos mais seis suspeitos.

A operação contou com o reforço de diversas valências da GNR, nomeadamente do Grupo de Intervenção de Ordem Pública (GIOP) da Unidade de Intervenção, dos Destacamentos de Intervenção dos Comandos Territoriais da Guarda, Castelo Branco, Aveiro e Viseu, bem como da Secção de Investigação Criminal, da Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário (SPCPC), do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da Secção de Investigação Criminal do Comando Territorial de Aveiro e de militares dos postos territoriais da Guarda e de Viseu.

A GNR sublinha que mantém uma atuação permanente no combate à criminalidade contra o património, desenvolvendo ações de prevenção e investigação com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores deste tipo de crimes.

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