Perseguição em alto mar termina com recuperação de mais de 421 quilos de cocaína ao largo de Sines


Mais de 421 quilos de cocaína foram recuperados pelas autoridades portuguesas depois de uma perseguição, em alto mar, a uma lancha suspeita que, durante a fuga, começou a lançar fardos de droga à água.

A operação foi desenvolvida pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária (PJ), em estreita articulação com a Marinha, a Autoridade Marítima Nacional, através da Polícia Marítima, e a Força Aérea.

A ação tinha como objetivo detetar embarcações de alta velocidade utilizadas por organizações criminosas para transportar grandes quantidades de estupefacientes através do espaço marítimo e aproximá-las da costa portuguesa.

Foi durante a tarde de sexta-feira que as autoridades localizaram, a cerca de 60 milhas náuticas da costa, ao largo de Sines, uma lancha considerada suspeita.

Perante a aproximação das autoridades, os ocupantes da embarcação terão iniciado a fuga, dando origem a uma perseguição em alto mar.

Durante essa tentativa de escapar, foram lançados à água vários fardos, que acabariam por ser recuperados pelas forças envolvidas na operação.

No interior encontrava-se cocaína, tendo a pesagem permitido contabilizar um total de 421,400 quilogramas do estupefaciente.

A quantidade apreendida demonstra a dimensão das operações de tráfico internacional que recorrem a embarcações rápidas para transportar droga pelo Atlântico e fazê-la chegar à costa europeia.

A operação mobilizou diferentes meios e entidades nacionais com competências no controlo e vigilância do espaço marítimo, numa ação coordenada destinada a impedir a utilização da costa portuguesa como ponto de entrada de grandes carregamentos de droga.

A Polícia Judiciária destaca que este tipo de operações assume particular importância não apenas no combate ao tráfico de estupefacientes, mas também na proteção das fronteiras externas da União Europeia e no combate às organizações criminosas transnacionais que recorrem às rotas marítimas.

A investigação relacionada com este carregamento continua em curso, procurando agora as autoridades determinar a origem e o destino da cocaína, bem como identificar todos os envolvidos na operação de transporte.

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