Entre as 00h00 de 27 de dezembro e as 23h59 de 31 de dezembro de 2025, a Guarda Nacional Republicana registou um balanço pesado nas estradas nacionais, no âmbito da terceira fase da Operação “Natal e Ano Novo 2025/2026”, intitulada “Ano Novo em Segurança”. Em apenas cinco dias, a GNR contabilizou 934 acidentes rodoviários, que provocaram oito vítimas mortais, 25 feridos graves e 249 feridos ligeiros, num período marcado por elevado fluxo de tráfego associado às festividades de fim de ano.
Ao longo da operação, os militares da GNR fiscalizaram 41.220 condutores, tendo detetado 244 situações de condução sob o efeito do álcool. Destas, 165 resultaram em detenções por apresentarem uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l. Foram ainda detidas 86 pessoas por conduzirem sem habilitação legal.
A ação de fiscalização permitiu identificar 6.418 contraordenações rodoviárias, com especial incidência no excesso de velocidade, responsável por 1.128 infrações. Destacam-se ainda 894 autos por falta de inspeção periódica obrigatória, 277 por ausência de seguro de responsabilidade civil, 169 por não utilização ou utilização incorreta do cinto de segurança e dos sistemas de retenção para crianças, 161 por uso indevido do telemóvel durante a condução e 79 infrações por condução sob o efeito do álcool.
Relativamente às vítimas mortais, a GNR detalha que os acidentes ocorreram maioritariamente por despiste, envolvendo veículos ligeiros e motociclos, em vários pontos do país. Entre os casos registados encontra-se o despiste ocorrido na manhã de 30 de dezembro, na Estrada Nacional 230, em Águeda, no distrito de Aveiro, que vitimou mortalmente um jovem de 20 anos. No conjunto dos acidentes fatais, perderam a vida homens com idades compreendidas entre os 20 e os 85 anos, em ocorrências registadas nos distritos de Santarém, Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro e Beja, incluindo um atropelamento mortal em Mafra ao final da tarde de 31 de dezembro.
A Guarda Nacional Republicana sublinha que a operação prossegue com especial enfoque na prevenção da sinistralidade rodoviária, mantendo como prioridades a fiscalização da condução sob influência do álcool e de substâncias psicotrópicas, o controlo da velocidade, a utilização do telemóvel ao volante, o cumprimento das regras relativas ao cinto de segurança e aos sistemas de retenção para crianças, bem como a verificação da inspeção periódica e do seguro obrigatório. A GNR continuará igualmente atenta à correta execução de manobras de ultrapassagem, mudança de direção e cedência de passagem, apelando a uma condução responsável como fator decisivo para a redução de acidentes graves nas estradas portuguesas.

