A Polícia Judiciária deteve um homem de 30 anos suspeito de provocar um incêndio no quarto onde residia, em Lisboa. As chamas terão sido ateadas diretamente num colchão onde se encontravam várias peças de vestuário, colocando em perigo outras pessoas que estavam na habitação e criando risco de propagação a todo o edifício.
A detenção foi realizada pela Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da Polícia Judiciária, na sequência da investigação a um incêndio urbano ocorrido no passado dia 16 de agosto.
Segundo a PJ, o suspeito terá provocado deliberadamente o incêndio no quarto onde residia, recorrendo a uma chama direta aplicada sobre o colchão da cama, onde se encontravam algumas peças de roupa.
O fogo provocou danos no interior do quarto, quer pela ação direta do calor, quer pela acumulação e fixação de fuligem.
A situação assumiu particular gravidade devido ao risco criado para as restantes pessoas que se encontravam no interior da casa. De acordo com a Polícia Judiciária, existiu perigo para a integridade física dos ocupantes, bem como possibilidade de as chamas se propagarem às restantes divisões.
O risco de propagação era ainda agravado pelas características do próprio imóvel. O edifício é estrutural e maioritariamente constituído por materiais em madeira, nomeadamente tabique, circunstância que poderia ter facilitado o alastramento do incêndio a outras zonas da habitação e, posteriormente, ao restante edifício.
Apesar do perigo criado, a informação divulgada pelas autoridades não refere a existência de feridos.
O homem, de 30 anos, foi detido por suspeitas da prática de um crime de incêndio urbano em edifício.
O suspeito será presente no DIAP de Lisboa para primeiro interrogatório judicial de arguido detido, após o qual serão determinadas as medidas de coação consideradas adequadas.
