GNR participou na Operação da INTERPOL “Liberterra III” de combate ao tráfico de seres humanos


A Guarda Nacional Republicana (GNR) participou, entre os dias 9 e 21 de novembro de 2025, na Operação “Liberterra III”, uma ação internacional organizada pela INTERPOL e coordenada, em Portugal, pelo Gabinete Nacional Interpol.

A operação decorreu à escala global, envolvendo 119 países, e teve como principal objetivo a deteção e repressão de crimes de tráfico de seres humanos, auxílio à imigração ilegal e fenómenos criminosos associados, através de ações concertadas de fiscalização e controlo de fronteiras.

No âmbito das suas competências, a GNR empenhou 357 militares em ações de vigilância e controlo de pessoas nas fronteiras marítima e terrestre, incidindo sobre vias rodoviárias e ferroviárias, em estreita cooperação com autoridades nacionais e internacionais.

Durante a operação, a GNR, através da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF), com o apoio dos Comandos Territoriais, fiscalizou um total de 11 257 pessoas. Destas ações resultaram a deteção de 34 migrantes em situação irregular e 11 detenções por entrada e permanência ilegal em território nacional.

A nível internacional, a Operação “Liberterra III” permitiu o resgate de 4 414 potenciais vítimas de tráfico de seres humanos e a identificação de 12 992 migrantes irregulares. As ações desenvolvidas em pontos estratégicos de controlo de fronteiras culminaram em 3 744 detenções, incluindo mais de 1 800 por suspeitas de tráfico de seres humanos e de auxílio à imigração ilegal, segundo dados preliminares dos países participantes.

A participação da GNR nesta operação reforça o seu papel na vigilância e controlo das fronteiras e no combate ao tráfico de seres humanos, um crime de elevada gravidade e impacto global, que exige uma resposta articulada e sustentada numa forte cooperação internacional.

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