GNR apreende 400 quilos de cocaína na Arrábida e detém homem em operação costeira


A Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) da Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve, na madrugada de hoje, dia 2 de setembro, um homem e apreendeu cerca de 400 quilos de cocaína, no concelho de Setúbal, numa operação desencadeada após os militares terem detetado movimentos suspeitos no Parque Natural da Arrábida, que indicavam um desembarque de mercadoria ilícita trazida por via marítima.

No decorrer de uma ação de patrulhamento orientado para o controlo costeiro, os militares da GNR aperceberam-se de movimentos suspeitos na zona do Parque Natural da Arrábida. Percebendo que se poderia tratar de um desembarque de mercadoria ilícita trazida por via marítima, foi iniciada de imediato uma operação para interceptar os suspeitos e evitar que a mercadoria fosse distribuída ou recuperada, numa resposta rápida que mobilizou meios terrestres e aéreos em coordenação com outras forças de segurança.

No seguimento da ação, foram rapidamente mobilizados meios terrestres e aéreos, que conseguiram vigiar o desembarque do produto estupefaciente na zona de Albarquel, em Setúbal, e assim evitar que a mesma fosse colocada no mercado ilegal. Foi ainda possível deter um dos suspeitos, que ficou sob custódia da GNR para interrogatório e posterior apresentação às autoridades judiciárias competentes, num caso que poderá estar ligado a redes internacionais de tráfico de droga que utilizam a costa portuguesa como ponto de entrada para a Europa.

Desta operação resultou a apreensão de 10 fardos de cocaína, com um peso aproximado de 400 quilos, uma quantidade significativa que, nas ruas, poderia ser fracionada em milhares de doses e gerar receitas na ordem dos vários milhões de euros, sublinhando a dimensão e o impacto económico deste tipo de operações no combate ao tráfico de estupefacientes e à criminalidade organizada.

A operação contou com o reforço de meios da Unidade Nacional de Trânsito, do Comando Territorial de Setúbal e com o apoio da Polícia Marítima, numa articulação que permitiu cobrir diferentes frentes da operação, desde a vigilância marítima até à interceção terrestre, passando pelo apoio aéreo para monitorização em tempo real dos movimentos dos suspeitos e da mercadoria.

A Guarda Nacional Republicana mantém uma vigilância permanente da costa e das águas sob jurisdição nacional, reforçando o dispositivo operacional com vista à prevenção e ao combate da criminalidade transfronteiriça, nomeadamente o tráfico de estupefacientes e outras atividades ilícitas associadas à utilização da via marítima, um desafio que tem vindo a crescer com o aumento do tráfico de droga por via marítima e com a sofisticação dos métodos utilizados pelas redes criminosas para evitar a deteção pelas autoridades.

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