Babysitter brasileira morta na Amadora agredida com bloco de cimento pela patroa


Lucinete Freitas, babysitter brasileira que esteve desaparecida no início de dezembro, na Amadora, foi morta após ter sido violentamente agredida na cabeça com um bloco de cimento. O corpo foi posteriormente coberto com entulho. A suspeita do crime, a patroa da vítima, encontra-se em prisão preventiva.

Segundo informação divulgada pelo Ministério Público, a arguida, de 43 anos, terá conduzido a vítima até um local ermo sob o pretexto de a levar a casa. Nesse local, agrediu-a violentamente na cabeça com um bloco de cimento, provocando ferimentos que causaram a sua morte. Após confirmar o óbito, a mulher terá colocado entulho sobre o corpo, com o objetivo de o ocultar, abandonando depois o local.

De acordo com o MP, a arguida terá ainda utilizado o telemóvel de Lucinete Freitas, fazendo-se passar pela vítima e enviando mensagens nas quais afirmava ter ido para o Algarve com uma amiga, numa tentativa de atrasar a comunicação do seu desaparecimento às autoridades.

A suspeita está indiciada pela prática dos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver, detenção de arma proibida e falsidade informática. Foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva, na sequência de interrogatório judicial realizado a 20 de dezembro de 2025.

A vítima trabalhava como empregada doméstica e babysitter do filho da arguida, sendo ambas de nacionalidade brasileira. Segundo as autoridades, a relação entre as duas era marcada por alguma conflituosidade.

A investigação continua a decorrer sob a direção do DIAP do Núcleo da Amadora, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.

Lucinete Freitas, de 55 anos, era natural de Aracoiaba, no estado do Ceará, Brasil. Residia sozinha em Portugal desde abril de 2025 e planeava reunir-se com o marido e o filho, de 14 anos, que vivem em Fortaleza e pretendiam mudar-se para Portugal no início de 2026. O seu desaparecimento foi comunicado após vários dias sem contacto, tendo o corpo sido encontrado posteriormente, confirmando-se tratar-se de um homicídio.

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