Uma coruja-do-mato (Strix aluco) que se encontrava visivelmente debilitada foi recolhida na passada sexta-feira, dia 26 de setembro, por elementos do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda, após ter sido detetada por um cidadão na berma de uma estrada municipal no concelho beirão.
O alerta foi dado por um popular que deparou com a ave de rapina imobilizada e sem capacidade de voo na berma da Estrada Municipal que faz a ligação entre as localidades de Pousade e Albardo. Compreendendo a vulnerabilidade do animal e o risco a que estava exposto no meio rodoviário, o cidadão contactou de imediato as autoridades competentes para assegurar o socorro adequado. Em resposta ao apelo, uma patrulha do SEPNA afeta ao Destacamento Territorial da Guarda deslocou-se rapidamente ao local indicado, procedendo ao resgate e ao acondicionamento seguro da ave de acordo com os protocolos de salvamento de fauna selvagem.
Após a recolha no terreno, o espécime foi transportado para o Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS), situado na cidade de Gouveia. Naquela instituição especializada, a coruja ficará sob estrita observação da equipa médica veterinária para diagnóstico do estado de saúde, tratamento de eventuais lesões ou debilidades e reabilitação física, etapas essenciais para garantir que o animal possa recuperar as capacidades de caça e sobrevivência necessárias à sua futura reintrodução no habitat natural.

A coruja-do-mato é uma espécie de ave noturna de grande importância para o equilíbrio dos ecossistemas florestais e agrícolas, desempenhando um papel fulcral no controlo natural de populações de roedores e pequenos mamíferos. Casos como este evidenciam o papel ativo desempenhado pela sociedade civil na salvaguarda da fauna autóctone, sublinhando a relevância de uma articulação estreita entre os cidadãos e as autoridades de fiscalização ambiental.
Nos próximos dias, a evolução clínica do animal no centro de Gouveia ditará os tempos e as condições necessárias para o seu regresso à vida selvagem. As autoridades recordam que qualquer cidadão que detete animais silvestres feridos, debilitados ou em situação de risco pode e deve reportar a ocorrência através da Linha SOS Ambiente e Território, um canal de atendimento permanente que assegura uma resposta célere a este tipo de ocorrências ecológicas em todo o território nacional.
