PJ detém cinco homens por tentativa de homicídio após ataque a tiro contra viatura em Abrantes


A Polícia Judiciária (PJ) deteve cinco homens, com idades entre os 19 e os 46 anos, suspeitos da prática de vários crimes de homicídio qualificado na forma tentada, na sequência de um ataque a tiro ocorrido em março deste ano, na localidade de São Miguel do Rio Torto, no concelho de Abrantes.

A operação foi desenvolvida pelo Departamento de Investigação Criminal de Leiria, no âmbito de uma investigação dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Santarém, culminando no cumprimento de mandados de detenção emitidos pela autoridade judiciária.

Segundo a Polícia Judiciária, os factos remontam ao passado mês de março, quando um homem de 30 anos e uma criança de apenas 9 anos circulavam numa viatura que foi alvo de um violento ataque com armas de fogo.

Os suspeitos terão efetuado inúmeros disparos utilizando armas de calibre 6,35 mm e 9 mm, atingindo repetidamente a viatura numa ação que, segundo a investigação, evidencia uma clara intenção de matar os seus ocupantes.

Apesar da violência do ataque, as duas vítimas escaparam ilesas por circunstâncias fortuitas, não sofrendo qualquer ferimento. Ainda assim, o automóvel ficou com vários danos provocados pelos impactos das munições, revelando a intensidade dos disparos efetuados.

As investigações permitiram apurar que o crime terá sido motivado por desavenças e conflitos familiares recentes entre os suspeitos e familiares das vítimas, contexto que estará na origem da emboscada.

Os cinco detidos são familiares entre si e, de acordo com a PJ, possuem antecedentes criminais por diversos crimes violentos contra o património e contra a integridade física. Um dos suspeitos já cumpriu inclusivamente pena de prisão por factos anteriores.

Após a recolha de prova considerada relevante para a investigação, a Polícia Judiciária avançou para a execução dos mandados de detenção, colocando os cinco homens à disposição da Justiça.

Os suspeitos serão presentes a primeiro interrogatório judicial, onde o juiz decidirá as medidas de coação a aplicar, tendo em conta a gravidade dos factos e os elementos reunidos pela investigação.

O inquérito continua sob direção do DIAP de Santarém, prosseguindo as diligências destinadas a esclarecer integralmente as circunstâncias do ataque, nomeadamente a participação individual de cada um dos arguidos e a origem das armas utilizadas.

O caso volta a evidenciar a preocupação das autoridades relativamente à utilização de armas de fogo em conflitos pessoais e familiares, uma realidade que, apesar de pouco frequente, representa um elevado risco para a segurança pública, sobretudo quando coloca em perigo pessoas alheias aos conflitos, como aconteceu neste caso com uma criança de apenas nove anos.

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